Moraes toma decisão de última hora e suspende aplicação da lei da dosimetria

O magistrado é um dos ministros do Superior Tribunal Federal.

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A disputa em torno das penas aplicadas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro voltou a movimentar os bastidores políticos e jurídicos de Brasília, capital federal, neste fim de semana.

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A discussão sobre mudanças na dosimetria das condenações abriu uma nova frente de embate entre Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal, ampliando o debate sobre os limites constitucionais das decisões aprovadas pelo Legislativo.

Neste sábado (9), o ministro Alexandre de Moraes determinou a suspensão da aplicação da chamada Lei da Dosimetria, apenas um dia após a norma entrar oficialmente em vigor.

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A decisão ocorreu depois que a defesa de Nara Faustino de Menezes, condenada pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, solicitou revisão da pena com base nas novas regras aprovadas pelo Congresso.

Ao analisar o pedido, Moraes entendeu que a aplicação da lei deveria aguardar o julgamento das ações diretas de inconstitucionalidade apresentadas ao Supremo Tribunal Federal.

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Segundo o ministro, a existência dessas ações cria um cenário de insegurança jurídica que pode impactar diretamente os processos em andamento relacionados aos condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes.

A nova legislação foi promulgada na sexta-feira (8) pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após o Congresso derrubar o veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Como o prazo constitucional para publicação venceu sem manifestação do Palácio do Planalto, coube ao Senado oficializar a medida. O texto prevê redução de penas para condenados pelos atos de janeiro de 2023, o que poderia beneficiar diversos investigados e réus, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ainda na sexta-feira, partidos e entidades ingressaram no STF contestando a validade da norma. A federação PSol-Rede, a Associação Brasileira de Imprensa e a federação formada por PT, PV e PCdoB acionaram a Corte alegando possíveis inconstitucionalidades na proposta aprovada pelo Congresso.

Além da suspensão temporária da aplicação da lei, Alexandre de Moraes determinou que Congresso Nacional e Presidência da República apresentem esclarecimentos em até cinco dias.

O ministro também pediu pareceres da Advocacia-Geral da União e da Procuradoria-Geral da República antes que o Supremo avance na análise definitiva do tema.

Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.