ANÚNCIOS
A Polícia Civil do Estado de Santa Catarina instaurou um inquérito para investigar as circunstâncias da morte da empresária Geny Maria Angeli Michelin, de 70 anos de idade, ocorrida após a paciente se submeter a um procedimento de face lifting.
ANÚNCIOS
Se trata de uma cirurgia estética utilizada para atenuar a flacidez e os sinais de envelhecimento facial. Agora, a polícia está investigando o que teria acontecido com a empresária.
O caso foi registrado no município de Lages, na região da Serra Catarinense. De acordo com o cronograma dos fatos, a intervenção cirúrgica foi realizada na terça-feira, 16 de junho de 2026.
ANÚNCIOS
Geny Maria, que era amplamente conhecida na região por ser proprietária de uma loja de calçados na cidade de Caçador, no meio-oeste do estado, apresentou complicações e faleceu no dia seguinte, quarta-feira, 17 de junho.
Diante do desfecho fatal, a delegada Brícia Carolina Costa e Rosa, responsável pela condução das investigações, representou pelo pedido de busca e apreensão na clínica Illuminare Instituto da Face, estabelecimento onde o procedimento estético foi executado.
ANÚNCIOS
O mandado foi cumprido pelos agentes policiais na sexta-feira, 19 de junho, resultando na apreensão de documentos técnicos apresentados pelo cirurgião-dentista responsável e pela médica anestesista.
Em nota oficial emitida à imprensa, a defesa jurídica da clínica, representada pelo advogado Erial Lopes de Haro, lamentou profundamente o ocorrido, classificando o episódio como uma fatalidade.
O defensor assegurou que todos os protocolos de segurança biológica e as diretrizes assistenciais recomendadas para o paciente foram rigorosamente seguidos pela equipe de saúde em todas as etapas.
Como parte das diligências em andamento, a equipe de investigação já colheu os primeiros depoimentos de familiares da vítima e providenciou a anexação do prontuário médico detalhado do hospital.
Nos próximos dias, os socorristas que participaram do resgate e do transporte da paciente também serão intimados para prestar depoimento formal.
A Polícia Civil também encaminhou ofícios ao Conselho Regional de Medicina (CRM-SC) e ao Conselho Regional de Odontologia (CRO-SC) para que as autarquias realizem fiscalizações administrativas no estabelecimento e avaliem a regularidade e os limites da atuação dos profissionais envolvidos.
Em manifestação, o CRM-SC ressaltou que está fornecendo todo o suporte técnico solicitado pelas autoridades e alertou a população sobre a importância de verificar a habilitação e especialidade do profissional antes de realizar atos médicos.
O CRO-SC informou que acompanha o andamento do caso com responsabilidade institucional. Todo o material e documentos recolhidos na clínica foram encaminhados à Polícia Científica para subsidiar a análise do médico legista.