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A família da balconista Joice Batiston, de 27 anos de idade, cobra respostas e o esclarecimento das autoridades sobre as circunstâncias de sua morte, ocorrida após a jovem embarcar em uma corrida por aplicativo no município de Varginha, no Sul de Minas Gerais.
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O caso teve início na noite de sexta-feira, 19 de junho de 2026, quando Joice aproveitou seu dia de folga do trabalho em um supermercado local para encontrar amigas em um bar e restaurante, onde assistiriam à partida de futebol entre as seleções do Brasil e do Haiti.
De acordo com os relatos dos familiares, a jovem deixou sua residência por volta das 21h45 e solicitou uma viagem por meio da plataforma de transportes 99.
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Após perderem completamente o contato com Joice, os parentes foram informados de que ela havia sido localizada por uma guarnição da Polícia Militar na Avenida Perimetral, um ponto que fazia parte do trajeto em direção ao estabelecimento de destino, próximo a um espaço de eventos.
Ela apresentava ferimentos graves, incluindo um corte profundo na testa e escoriações pelo corpo, e foi socorrida emergencialmente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, porém não resistiu aos traumas e faleceu.
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Embora as hipóteses iniciais sugerissem um possível atropelamento ou acidente de trânsito, a família contesta essa versão devido às características das lesões observadas no corpo.
A irmã da vítima relatou que Joice apresentava escoriações nos joelhos e nas mãos, compatíveis com uma queda ou arrastamento, além de roupas rasgadas que sugeriam um cenário de luta corporal.
Posteriormente, durante os procedimentos de necropsia no Instituto Médico-Legal (IML), os parentes afirmaram ter notado sangramentos na região íntima.
Outro fator de forte suspeita para os familiares é o sumiço do aparelho celular de Joice, uma vez que sua bolsa, documentos pessoais e cartões bancários foram integralmente recuperados no local.
A irmã informou que, ao tentarem ligar para o número da balconista, as chamadas eram rejeitadas e mensagens enviadas via aplicativo chegaram a constar como visualizadas antes que o aparelho fosse permanentemente desligado.
A empresa de tecnologia 99 comunicou à família que o fornecimento do histórico detalhado da corrida, os dados cadastrais do motorista e o rastreamento do trajeto dependem de uma solicitação judicial ou requisição oficial das autoridades policiais.
Diante disso, os parentes apelam pela celeridade nas investigações, ressaltando que Joice era uma jovem trabalhadora, simples e dedicada, que realizava serviços extras para complementar a renda, além de auxiliar ativamente no sustento da mãe e do irmão.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) instaurou um inquérito para apurar o caso, informando que nenhuma linha de investigação está descartada e que, até o momento, nenhum suspeito foi detido.