Esposa de mergulhador que morreu ao limpar casco de navio no PR diz que ele sabia dos riscos: ‘Amava o que fazia’

A esposa do mergulhador que não resistiu falou mais sobre a partida do marido e contou que ele sabia dos riscos.

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A costa de Paranaguá, no litoral do Paraná, foi palco de uma fatalidade no último domingo, 12 de abril de 2026. O mergulhador Fernando de Freitas Maceno, de 42 anos, perdeu a vida enquanto fazia a limpeza do casco de um navio em alto-mar.

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Com uma trajetória de 15 anos na profissão, Fernando era reconhecido por sua vasta experiência e, acima de tudo, pela paixão que nutria pelo oceano, um sentimento que transparecia em seu cotidiano e nos relatos emocionados de sua esposa, Bárbara Albuquerque.

Bárbara descreveu o marido como alguém que falava do ofício com bastante “brilho nos olhos”, unindo o amor pelo mar a um senso de responsabilidade bastante rigoroso.

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“Ele amava o que fazia. Falava da profissão com brilho nos olhos, com paixão de verdade […] Ao mesmo tempo, ele tinha consciência dos riscos e, por isso sempre falava sobre a importância dos cuidados, dos procedimentos e da segurança”, disse.

Segundo ela, Fernando não era apenas um profissional técnico, mas um entusiasta consciente dos riscos inerentes ao mergulho comercial. Ele costumava enfatizar a importância dos protocolos de segurança e nunca agia de forma negligente.

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A limpeza do casco é uma tarefa técnica vital para a eficiência das embarcações, pois a remoção de cracas e sujeira acumulada reduz o atrito com a água, melhorando a estabilidade e diminuindo drasticamente o consumo de combustível.

No entanto, as condições no momento do acidente eram severas. De acordo com relatos da Polícia Militar, o mar apresentava ondulações fortes e condições desfavoráveis, o que levou o grupo de mergulhadores a interromper as atividades.

Em um momento de persistência individual, Fernando teria tentado prosseguir com a limpeza sozinho. Pouco tempo depois, o corpo do mergulhador foi avistado boiando com sinais de sangramento.

Além disso, a escova de metal utilizada na máquina de limpeza foi encontrada danificada, sugerindo uma possível intercorrência mecânica ou um choque físico potencializado pela força das águas.

A Polícia Civil do Paraná já instaurou um inquérito para investigar as causas exatas da morte e determinar se houve falha no equipamento ou se o impacto ambiental foi o fator determinante para a tragédia.

“Eu não sabia, não imaginava que aquele seria o último beijo, a última despedida, a última vez que veria ele sair pela porta”, desabafou Bárbara, resumindo o vazio deixado por um profissional que viveu e morreu honrando sua conexão com o mar.

Escrito por

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.