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A história da televisão e da música brasileira perde hoje, 5 de maio de 2026, um de seus maiores arquitetos sonoros. Guto Graça Mello faleceu aos 78 anos, no Rio de Janeiro, em decorrência de uma parada cardiorrespiratória.
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O produtor estava internado há cerca de um mês no Hospital Barra D’Or após sofrer uma queda, deixando um legado que se confunde com a própria identidade auditiva do país.
Nascido em um berço artístico como filho dos pioneiros Stella e Octávio Graça Mello, Guto inicialmente tentou seguir a carreira na arquitetura antes de se render definitivamente ao violão e à composição.
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Sua trajetória na Rede Globo começou de forma emblemática ainda no dia de estreia da emissora, em 1965, mas foi nos anos 70 que ele revolucionou o mercado fonográfico.
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Como produtor musical, ele foi o grande responsável pela popularização das trilhas sonoras de novelas, selecionando e produzindo temas inesquecíveis para obras como Gabriela, Pecado Capital, Saramandaia e Pai Herói.
Sua capacidade de traduzir tramas em melodias ajudou a consolidar o selo Som Livre como uma potência da indústria nacional. Além das novelas, Guto é o autor de um dos temas mais icônicos da comunicação brasileira:
A abertura do Fantástico, que permanece no ar há décadas como um símbolo de inovação. Sua versatilidade permitiu que ele transitasse entre a composição técnica para a TV e a produção de álbuns para gigantes da MPB e do Pop.
Ele trabalhou ao lado de nomes como Maria Bethânia, Roberto Carlos, Rita Lee e Xuxa. Nos anos 2000, ele também emprestou seu olhar clínico ao papel de jurado no reality musical Fama, auxiliando na revelação de novos talentos.
Guto Graça Mello deixa a viúva, a atriz Sylvia Massari, duas filhas e dois enteados, além de uma trilha sonora eterna gravada no imaginário coletivo do Brasil.