Relato de doméstica grávida que foi agredida por patroa gera revolta nas redes sociais

O caso viralizou e está sob investigação.

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Casos envolvendo trabalhadores domésticos seguem despertando debates sobre abusos, relações de poder e situações de humilhação enfrentadas longe dos olhos do público.

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Em muitas situações, denúncias só vêm à tona depois que vítimas conseguem apoio para relatar o que viveram. Quando episódios assim envolvem mulheres grávidas, a repercussão costuma ser ainda maior, principalmente pelo impacto emocional e pelos riscos à gestação.

Na Grande São Luís, no Maranhão, uma jovem de 19 anos afirma ter vivido momentos de medo enquanto trabalhava temporariamente como doméstica. Grávida de seis meses, Samara Regina contou que aceitou o serviço para conseguir dinheiro e comprar itens necessários para a chegada do filho.

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Segundo ela, o emprego teria duração de apenas um mês, mas a experiência terminou de forma traumática após a patroa suspeitar do desaparecimento de uma joia. De acordo com o relato da jovem, a acusação ocorreu no dia 17 de abril.

Samara afirma que tentou explicar que não havia pegado o anel, mas acabou sendo intimidada e atacada durante a discussão. O maior receio dela, segundo contou posteriormente, era proteger o bebê diante da situação.

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Em meio ao desespero, dizia pensar o tempo todo na segurança da criança e nas consequências que aquilo poderia causar à gestação. Dias depois, o anel teria sido encontrado em um cesto de roupas da própria residência. Mesmo assim, a patroa teria continuado desconfiando da funcionária.

Durante as investigações, a Polícia Civil encontrou gravações de áudio nas quais a suspeita comenta o episódio em conversas com amigos. O material passou a integrar o inquérito conduzido pela 21ª Delegacia de Polícia Civil de Araçagi.

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Segundo o delegado responsável pelo caso, um pedido de prisão preventiva deve ser encaminhado contra a investigada. A polícia também apura a conduta de um policial militar citado nas gravações.

Conforme informado pelo delegado Walter Wanderley, o nome do agente será enviado à corregedoria para análise. O caso reacendeu discussões sobre violência psicológica, abuso de autoridade e a vulnerabilidade de trabalhadoras domésticas em relações de emprego marcadas pela desigualdade social.

Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.