Homem desenterra e leva esqueleto da irmã até banco para provar que ela havia falecido

Em um novo vídeo exposto nas redes sociais, um homem desenterrou e levou o esqueleto da irmã para provar sua partida.

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Em uma tarde que desafia a lógica da vida moderna e expõe as feridas abertas pela exclusão social, a vila de Mallipasi, na Índia, tornou-se palco de um dos episódios mais melancólicos da relação entre o homem e a burocracia.

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Na última segunda-feira, 27 de abril de 2026, um homem identificado como Jitu Munda decidiu que a única forma de convencer o sistema financeiro sobre a partida de sua irmã era apresentando o que restou dela.

Após ter o acesso negado ao saldo de 19.300 rúpias depositados em um banco rural, Munda desenterrou o esqueleto da falecida, enterrada há apenas dois meses, e o transportou em um saco até a agência.

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O conflito central que culminou nesse ato desesperado foi a barreira linguística e educacional. Como Jitu é analfabeto, ele não conseguiu compreender a solicitação técnica dos funcionários do banco, que exigiam a apresentação formal de uma certidão de óbito.

Para o homem, que via naquelas rúpias um recurso essencial para a sobrevivência, a exigência de um “comprovante” foi interpretada de forma literal e visceral: se o papel prova a morte para quem sabe ler, os ossos provariam a morte para qualquer um.

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“Ele é inocente e não entendeu que precisava depositar a certidão de óbito no banco para reaver o dinheiro que sua irmã havia depositado lá”, disse Kiran Prasad Sahu, delegado da unidade policial de Patna.

A resposta das autoridades locais, lideradas pelo delegado Kiran Prasad Sahu, fugiu do rigorismo penal para focar na questão humanitária. A polícia reconheceu que não houve má-fé ou intenção de profanação por maldade, mas sim uma falha.

Jitu Munda não foi preso, sendo tratado como uma vítima da própria falta de instrução em um mundo que exige documentos para validar a existência e a partida de um ser humano.

O episódio serve como um lembrete brutal de que, enquanto o mundo se digitaliza, milhões de pessoas ainda vivem em um vácuo de informação onde o corpo é a única verdade absoluta que possuem.

Escrito por

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.