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O caso de feminicídio em Pariquera-Açu ganha contornos cada vez mais perturbadores à medida que a Polícia Civil revela a frieza com que Jacemir Bueno de Almeida agiu após tirar a vida de sua esposa, a professora Elisângela Barbosa de Almeida.
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O que mais impressiona os investigadores e a comunidade local não é apenas a brutalidade do crime, mas a capacidade do suspeito de manter uma aparência de normalidade absoluta durante os cinco dias em que a vítima foi considerada desaparecida.
Enquanto familiares e amigos viviam momentos de angústia, Jacemir manteve sua rotina inalterada, chegando a praticar ciclismo e a interagir socialmente com vizinhos e conhecidos com uma tranquilidade que não levantou suspeitas imediatas.
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Relatos de testemunhas indicam que a dissimulação começou poucas horas após o crime. Um vizinho chegou a ouvir barulhos de escavação vindo da residência por volta das 3h da manhã de uma terça-feira.
Porém, o comportamento amigável de Jacemir que ocorreu no dia seguinte, agindo como se nada tivesse acontecido, impediu que o ruído fosse associado a algo sinistro.
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Outra testemunha relatou ter encontrado o suspeito em um local público acompanhado do filho de 10 anos, onde ele se mostrava sorridente e calmo, reforçando a imagem de um pai de família lidando com um suposto abandono conjugal.
A estratégia de defesa de Jacemir começou a desmoronar durante a ocorrência de seu depoimento que aconteceu dentro de uma delegacia, onde ele apresentou uma versão inconsistente.
Ele alegou que Elisângela teria fugido com um amante, mas cometeu o erro tático de mencionar o rompimento de um cano na residência. Essa informação, aparentemente irrelevante para um desaparecimento, foi o que despertou a atenção dos policiai.
Com isso, eles suspeitaram que a história servia apenas para justificar a terra mexida no quintal. Com o apoio do Corpo de Bombeiros, a farsa foi desmascarada quando o corpo da professora foi localizado enterrado sob o imóvel.
Em sua confissão informal, Jacemir tentou alegar que o crime ocorreu durante uma discussão acalorada e que teria entrado em “desespero” ao ver a esposa desacordada.
No entanto, a ocultação meticulosa do cadáver e a manutenção de uma vida social ativa, incluindo posts sobre ciclismo nas redes sociais, sugerem uma frieza que contradiz a tese de um impulso momentâneo.
Agora sob prisão preventiva, ele responde por feminicídio, violência doméstica e ocultação de cadáver, enquanto a perícia analisa os dispositivos eletrônicos apreendidos para entender se houve planejamento prévio ou se outros fatores motivaram a tragédia.