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Após a operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro, o ativista e líder comunitário Raull Santiago foi às redes sociais, nesta última quarta-feira, dia 29 de outubro, para mostrar a dura realidade do dia seguinte.
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Em um relato emocionado, ele descreveu a cena de horror na Praça da Penha, onde dezenas de corpos foram enfileirados por moradores para que pudessem ser identificados por suas famílias.
O próprio ativista, em vídeos, descreveu o momento em que “a ficha começou a cair”, quando se deparou com as cenas que estavam a sua frente e que o abalaram profundamente.
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“Acabei de ver uma mãe identificando o filho. Acabei de ver uma filha identificando o pai. Tá muito sinistro. Nada me marca tanto quanto o choro da família. […] Isso é o que me destrói”, desabafou Raull, em meio às lágrimas.
Com a notícia da cena macabra, a discrepância nos números veio à tona. Os moradores levaram mais de 50 corpos para a praça durante a madrugada.
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https://www.instagram.com/p/DQZpzksjs03/
Enquanto o governo do Rio mantém o saldo oficial de 64 mortos, a Defensoria Pública do estado já contabiliza 132 vítimas, sendo 128 civis e quatro policiais.
A “Operação Contenção”, deflagrada na terça-feira (28) nos Complexos do Alemão e da Penha, mobilizou 2.500 policiais e tinha como objetivo frear a expansão do Comando Vermelho.
A ação resultou em 81 prisões e na apreensão de 93 fuzis, um número recorde, mas a um custo humano sem precedentes. O dia da operação foi marcado por intensos confrontos, com criminosos usando drones para lançar bombas e a polícia respondendo.
O resultado foi uma cidade em “caos”, com escolas fechadas e um rastro de mortes que chocou o Brasil e o mundo. No momento, o Rio de Janeiro vive o luto e a tensão do pós-operacão.
O relato do ativista Raull Santiago deu voz à dor das famílias que agora buscam por seus mortos. A investigação sobre as mortes e a conduta da polícia na operação mais letal da história do estado está apenas começando.