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A morte de uma adolescente de 13 anos, em Naviraí (MS), motivou uma operação conjunta das polícias civis de cinco estados nesta terça-feira (4). As investigações apontam que a jovem era vítima de um grupo que atuava por meio da plataforma Discord e que teria sido submetida a ameaças, constrangimentos e incentivo à automutilação antes de morrer.
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Segundo a investigação, o episódio mais grave ocorreu em 22 de julho, quando a adolescente realizou uma transmissão ao vivo de cerca de 45 minutos enquanto se feria. De acordo com o delegado Alessandro Barreto, coordenador do Ciberlab, os integrantes do grupo acompanharam a live e teriam estimulado a continuidade das agressões contra si mesma.
Ainda conforme o delegado, a jovem foi pressionada a matar um animal. Após se recusar, teria sido obrigada a escrever uma carta de despedida e incentivada a tirar a própria vida. Ela foi encontrada pela mãe na varanda da residência onde morava.
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As apurações também indicam que, após a morte da adolescente, integrantes do grupo publicaram uma enquete na plataforma perguntando se outros usuários gostariam de assistir a conteúdos semelhantes.
Barreto afirmou que, mesmo após 25 anos de atuação na Polícia Civil, ficou impressionado com a gravidade dos fatos apurados durante a Operação Lívia. Os investigados poderão responder por induzimento, instigação, constrangimento e ameaças relacionadas ao caso.
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A operação cumpriu um mandado de prisão preventiva, cinco mandados de internação de adolescentes e seis de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, Ceará, Minas Gerais, Pará e Rio de Janeiro. Até a última atualização, quatro dos cinco adolescentes alvos das medidas socioeducativas já haviam sido apreendidos.
Ao comentar as operações Lívia e Rede Interrompida, que apura um grupo suspeito de planejar atentados durante as eleições de 2026, o ministro da Justiça e Segurança Pública destacou que mudanças recentes na legislação fortaleceram a atuação das forças de segurança no combate a esse tipo de crime.