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A Polícia Civil de São Paulo avança nas investigações sobre a morte de Carolina Lisboa da Cruz, de 27 anos. O principal suspeito é o marido da vítima, que já tinha sido denunciado por violência doméstica.
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Carolina foi morta onde morava, em Barrinha, no interior. Segundo a polícia, a vítima já tinha denunciado o marido, mas decidiu dar mais uma chance ao homem e retirou a medida protetiva semanas antes de ser morta.
Anderson Vieira Bastos foi preso em flagrante na manhã do último sábado (09/05). Ele é suspeito de ter matado a própria esposa com pancadas na cabeça, em um bar que pertence ao suspeito.
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Segundo as informações apuradas até o momento, Carolina tinha uma denúncia contra o suspeito e chegou a solicitar medidas protetivas. No entanto, há cerca de um mês, ela decidiu retirar as medidas e solicitou à Justiça.
Antes, enquanto a medida protetiva estava ativa, a Polícia Civil chegou a pedir a prisão preventiva do suspeito por violação da medida, mas o pedido foi negado pela Justiça de São Paulo.
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Atitude da vítima não é incomum e Polícia alerta
A medida protetiva possui falhas, como é possível observar em todo o país. Existem muitos casos de vítimas sendo atacadas, mesmo com medidas protetivas ativas, o que impõe um desafio ao Estado que ainda não foi superado.
Ainda assim, a Polícia orienta que a vítima não abra mão da medida protetiva, porque ela representa não apenas amparo policial, mas também judicial. Casos como o de Carolina, alerta a polícia, não são incomuns.
Muitas vítimas de violência doméstica, por muitos motivos, inclusive dependência emocional ou patrimonial, decidem voltar atrás em pedidos de medida protetiva e isso as tonam ainda mais vulneráveis aos seus agressores, alerta a polícia.