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As festas constantes, os barulhos e as discussões acaloradas no apartamento em que viviam a capitã da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) Michele Leão Azevedo, de 41 anos, e seu marido, o 3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, já eram alvos de apreensão entre os vizinhos.
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A revelação foi feita pelo síndico do condomínio, Dimas Oliveira, nesta quarta-feira, 22 de julho de 2026, durante o velório da oficial na capital mineira.
Embora tenha afirmado que nunca presenciou agressões físicas do lado de fora do imóvel, o síndico destacou que os atritos verbais e o barulho excessivo vindos de dentro da residência eram corriqueiros.
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Além dos desentendimentos, o casal promovia eventos frequentes com grande circulação de pessoas, reunindo por vezes até 60 convidados em um espaço pequeno, o que gerava insegurança aos demais residentes, inclusive pelo repasse não autorizado de senhas de acesso ao prédio.
A reincidência dos transtornos motivou a administração do condomínio a recorrer a instâncias oficiais para tentar conter a situação. Durante o Carnaval de 2026, após quatro dias ininterruptos de festas com reclamações de idosos e famílias com crianças, o síndico acionou a Corregedoria da PMMG.
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Policiais compareceram ao local, conversaram reservadamente com o casal e recolheram um equipamento de som. Dimas pontuou também que muitos moradores evitavam registrar queixas formais no livro de ocorrências do prédio por medo, já que o casal ocupava cargos na Polícia Militar.
A despeito dos episódios barulhentos, o síndico fez questão de ressaltar que Michele era estimada por todos, mantendo um tratamento amável e respeitoso com os vizinhos, atribuindo os maiores pontos de conflito ao comportamento do marido.
A capitã Michele Leão Azevedo faleceu na última segunda-feira, 20 de julho de 2026, ao dar entrada sem vida no Hospital Odilon Behrens, levada pelo próprio marido.
O sargento Eduardo Abner foi preso em flagrante sob suspeita de feminicídio. Nesta quarta-feira, a Justiça converteu a prisão em preventiva durante audiência de custódia.
Além do homicídio qualificado, o militar responderá por tráfico de drogas, após ser flagrado tentando se desfazer de comprimidos de ecstasy na instituição de saúde. A Polícia Civil segue investigando o histórico do casal, enquanto familiares da vítima relataram que a capitã enfrentava um relacionamento abusivo e tentava se divorciar.