Tristeza, professora que perdeu o marido vítima de coronavírus desabafa: “Perdi o amor da minha vida e tive que reconhecer o corpo por vídeo chamada”

O mundo tem vivido grande sofrimento com a pandemia.

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A Professora Tatiana dos Santos, de 41 anos, viveu uma experiência terrível. Na última terça-feira perdeu o seu marido José Dias para o coronavírus, de acordo com Tatiane, por causa da pandemia, não pode nem sequer despedir do esposo, com o qual viveu 18 anos, o reconhecimento do corpo foi feito por vídeo conferência no Hospital ABC Paulista.

Relatou a professora, que o seu esposo ficou sete dias internado no hospital e não pode vê-lo, perdeu o amor da sua vida, sem poder dizer adeus.

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José Dias foi internado no hospital Nossa Senhora do Rosário e precisou ser transferido para o hospital do ABC Paulista. No início do tratamento ele apresentava pouco sintomas do COVID-19, ele não teve, febre, nem tosse e nem coriza, mas como na infância ele teve bronquite, os familiares se preocupavam.

Alguns dias após ser internado, o quadro piorou muito, José Dias precisou da ajuda de oxigênio para respirar, ninguém podia entrar para visitá-lo.

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A esposa a partir desse dia não o viu mais, a professora Tatiana, precisou permanecer isolada em domicílio por suspeitas de coronavírus, alguns dias após a internação no ABC, médicos relataram para ela que o estado de José era grave.

O pulmão estava comprometido e vários órgãos não funcionavam bem, após uma semana, Tatiana foi chamada ao hospital e recebeu a notícia que José Dias havia falecido.

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Ela relatou que não conseguia ficar em pé, foi a pior notícia da sua vida, ela foi ao hospital e o médico ao dar a notícia chorava, disse para ela que infelizmente embora tivesse acontecido uma coisa tão terrível, não poderia ser abraçada ou consolada por risco de contaminação.

Tatiana achou que poderia se despedir do esposo, mas não pode vê-lo, precisou reconhecer o corpo por vídeo chamada, o velório precisou ser em 10 minutos, com o caixão lacrado.

José Dias, foi enterrado na terça-feira dia 31, no Cemitério Jardim da Serra, a mãe de 82 anos não pode participar, apenas três ou quatro pessoas estavam presentes.

Desabafou Tatiana: o homem que amei e fui amada, eu não pude ver, após o sepultamento Tatiana voltou para o isolamento aguardando resultado de exame para COVID-19, com lágrimas nos olhos a professora relatou que viveu um pesadelo.

 

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Escrito por Informe Cl

Colunista de notícias dedicada a escrever artigos de qualidade sobre saúde, TV, notícias de grande repercussão, notícias gospel e demais assuntos.