Vereador do PL faz graves acusações contra padre Júlio Lancellotti

Caso foi denunciado por vereador do Partido Liberal(PL)

ANÚNCIOS

Acusações envolvendo padres costumam provocar forte repercussão, principalmente quando misturam questões religiosas, política e suspeitas relacionadas ao uso de recursos financeiros da Igreja.

ANÚNCIOS

Nos últimos anos, episódios desse tipo têm gerado debates intensos entre fiéis, lideranças religiosas e representantes políticos em diversas regiões do país. Desta vez, o nome do padre Julio Lancellotti voltou ao centro de uma grande polêmica após uma representação encaminhada à Arquidiocese de São Paulo.

O documento foi apresentado pelo vereador Thomaz Henrique, filiado ao PL, que acusa o sacerdote de heresia, militância político-partidária e uso irregular de recursos da Paróquia São Miguel Arcanjo, localizada na Mooca, zona leste da capital paulista.

ANÚNCIOS

Segundo a denúncia, o religioso teria utilizado dinheiro da conta da paróquia para custear despesas relacionadas a um processo judicial particular. A ação mencionada refere-se a um processo de difamação movido pelo padre contra a vereadora Janaina Ballaris em 2024.

O vereador afirma que, em fevereiro de 2025, foi realizado o pagamento de uma guia no valor de R$ 450 utilizando recursos paroquiais. Posteriormente, após a rejeição da ação, outro pagamento de R$ 1.200 teria sido feito para apresentação de recurso judicial.

ANÚNCIOS

Conforme a representação, esses valores deveriam ter sido pagos de forma particular, e não com recursos ligados à igreja. Além da questão financeira, Thomaz Henrique também acusa o padre de manter forte atuação político-partidária, alegando aproximação com movimentos e partidos de esquerda.

O documento cita participações do sacerdote em manifestações políticas e eventos públicos relacionados a temas sociais e ideológicos. Outro ponto destacado na denúncia envolve declarações feitas por Júlio Lancellotti durante uma aula aberta na PUC em 2025.

Segundo o vereador, o padre teria afirmado que “Jesus também não era católico” e que o catolicismo teria sido criado posteriormente pelo imperador Constantino. Para o autor da representação, as falas configurariam heresia por contrariarem ensinamentos da Igreja Católica.

Em nota, a Arquidiocese de São Paulo informou que recebeu o documento e que o caso será analisado pelas instâncias competentes. Já a defesa do padre afirmou que os pagamentos ocorreram dentro de um contexto ligado à atuação pastoral e social do religioso, alegando que houve procedimento administrativo regular diante da urgência do processo judicial.

Escrito por

Paulo Machado

Colunista de portal de notícias dedicado a TV e Famosos, Curiosidades, Saúde Natural e Bem-estar, Finanças e Política Brasileira