Empresa de ônibus envolvida no acidente que custou a vida de 41 pessoas, estava irregular, segundo informações da Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo)

O ônibus envolvido no acidente estava irregular, pelas exigências da Agência Nacional de Transportes Terrestres, sendo proibido de estar circulando, por conta de uma divida de R$ 5 mil reais em multas.

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Um terrível acidente no interior de São Paulo, deixou diversas pessoas feridas e ocasionou cerca de 41 mortes, nesta quarta-feira (25). Todas as vítimas desse fatal acidente foram identificadas.

Segundo informações, apenas 8 corpos por vez serão velados em dois ginásios esportivos no município de Itaí, cidade onde habitavam a maioria das vítimas, respeitando todos os protocolos da COVID-19.

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Segundo o site G1, o acidente ocorreu no quilômetro 172 da Rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho, na manhã de quarta-feira.

O tenente Alexandre Guedes, diz que esse foi o maior acidente do ano de 2020 em rodovias do estado. O motivo da colisão ainda está sendo investigado, entretanto, existem suspeitas de que uma ultrapassagem irregular teria provocado a grave batida.

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O Coronel Walter Nyakas Júnior, responsável por coordenar a Defesa Civil do Estado de São Paulo, e também o Secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, e Jean Gorinchteyn, secretário da saúde, se encaminharam ao local do acidente para a coordenação dos resgates.

Eles visitaram os hospitais onde estão as vítimas e autorizaram a agilização da liberação dos 41 corpos.

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A população foi convocada, pelo governo, a doar sangue para os que se encontram internados com ferimentos graves por conta do acidente. Segundo os bombeiros, as pessoas que estavam no ônibus eram funcionárias da empresa Stattus Jeans, no munícipio de Taguaí.

O ônibus saiu de Itaí, passando por Taquarituba e seguia levando os trabalhadores para a empresa têxtil quando ocorreu o acidente. A colisão entre os veículos fez com que o caminhão bitrem, que transportava esterco, invadisse uma propriedade rural. Geison Gonçalves Machado, 22 anos, foi levado às pressas para o pronto-socorro, mas morreu logo que chegou à instituição. Segundo o depoimento da própria mulher de Machado, o motorista não era habilitado para dirigir caminhões.

Segundo a Agência de Transportes do Estado de São Paulo, a empresa de ônibus que transportava os trabalhadores não tinham autorização para fazer viagens. O órgão fiscalizador ainda afirma que a mesma empresa teria sido multada por inúmeras vezes e funcionava cladestinamente. O ônibus envolvido no acidente estava irregular, pelas exigências da Agência Nacional de Transportes Terrestres, sendo proibido de estar circulando, por conta de uma dívida de R$ 5 mil reais em multas.

A empresa negou, em nota à impressa, todas as acusações de irregularidades. Também afirmou que está prestando o devido  auxílio para as  vítimas e que se compadece com o sofrimento de seus familiares.

A impressa ainda não conseguiu contatar nenhum representante da empresa.

 

 

 

 

 

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Escrito por Jeffersoin Julio De Souza

Colunista dedicado a notícias do mundo dos famosos e dos principais acontecimentos veiculados pelas mídias nacionais e internacionais.