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A família do jovem curitibano Gustavo Rodrigo Faria Mazzocato, de 25 anos, enfrenta agora a dor de saber que não vai poder fazer o velório e sepultamento do rapaz. A notícia gerou comoção nesta terça-feira (06/01).
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Rafaela Alves, esposa do rapaz, contou que o último contato com o marido aconteceu no dia 29 de dezembro. Na ocasião, ele desabafou e revelou que desejava voltar ao Brasil.
A família foi avisada sobre a morte de Gustavo por meio de um oficial de comunicação. Em entrevista à imprensa brasileira, a família revelou que não deve receber o corpo do rapaz de volta.
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Segundo o oficial ucraniano, Gustavo estava na linha de frente quando foi morto e isso dificulta os esforços para recuperar o corpo. Por essa razão, a família pode nunca ter a chance de enterrar o curitibano.
Ainda segundo a família, Gustavo chegou a se arrepender de se voluntariar para a guerra poucos dias depois de chegar na Ucrânia. O contrato com o país chegaria ao fim dentro de um ano.
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Pouco depois de chegar na Ucrânia, Gustavo chegou a entrar em contato com a o Ministério de Relações Exteriores, pedindo ajuda para deixar o país do leste europeu. No entanto, a situação era delicada.
A família também alega que Gustavo foi enganado pelo exército ucraniano. Ao se voluntariar, Gustavo teria recebido a informação de que não atuaria em linha de frente; no país, no entanto, foi obrigado a assumir posto na linha de frente e foi morto em confronto com as tropas russas.
O governo brasileiro tem desencorajado cidadãos brasileiros a viajar para se voluntariar em zonas de guerra. O governo destaca que a atuação do Itamaraty é comprometida nessas áreas, o que pode dificultar a retirada de brasileiros.